Nesse vaivém das leituras tive a ideia de compartilhar considerações sobre livros por aqui. A cada nova empreitada me proporei a ler alguns livros de um(a) ou outro(a) autor(a), e comentar brevemente sobre cada um deles aqui. Espero que sejam experiências enriquecedoras tanto pra mim quanto pra vocês! Além disso, fica sempre o convite para acompanharem as leituras junto comigo e trocarmos ideias nos comentários. Uma das coisas interessantes é que mesmo que não façamos as leituras sincronicamente (vocês lendo ao mesmo tempo que eu), os textos sempre ficarão no blog pra quando quisermos consultá-los.

Para essa primeira temporada escolhi uma autora sobre a qual eu conhecia muito pouco: Virginia Woolf. Dela leremos três títulos: Orlando: uma biografia (1928), Mrs. Dalloway (1925) e Ao farol (1927).

Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Advinda de uma família abastada, Woolf passou por grandes problemas psicológicos na sua infância, principalmente por conta da morte de sua mãe, em 1895, e de sua irmã, em 1897. Seu pai, Leslie Stephens era um importante intelectual da época, tendo escrito vários livros importantes na Era Vitoriana. Por conta do livre acesso à biblioteca da família, Virginia pôde desbravar os conhecimentos literários, sociais e filosóficos, os quais eram praticamente restritos aos homens de sua época.

Na companhia de seus irmãos, Virginia Woolf foi uma das fundadoras de um importante grupo intelectual da Inglaterra vitoriana: o Grupo de Bloomsburry, do qual fizeram parte, além dela, pessoas ilustres, como E. M. Forster e John Maynard Keynes (isso mesmo: o cara do keynesianismo).

Além de tudo isso, Woolf é uma das grandes percursoras da literatura feminista, tendo escrito, além de obras de ficção (tais como as que leremos), ensaios sobre gênero e outras contradições sociais. Relembrar suas obras nos tempos de hoje significa evocar vertentes essencialmente emancipadoras.

Em março de 1941, Virginia enche seus bolsos de pedras e se suicida no fluxo das águas do rio Ouse, deixando um caro legado para a cultura moderna.

Agora que conhecemos um pouco da brilhante Virginia Woolf, basta que nos aventuremos pelos bosques de suas ficções! Quinta-feira, 30 de julho, teremos o post sobre Orlando: uma biografia!

Referência:

ROBLES, M. (2019). Mulheres, mitos e deusas. São Paulo: Editora Aleph.

Por: Átila Soares.